A vacina escolhida pelo Ministério da Saúde para imunização contra o pneumococo em crianças até um ano de idade, a Synflorix, não é aprovada pela FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regula o setor), nem mesmo seu efeito é comprovado contra o tipo mais comum e menos grave, a pneumonia.
Em março deste ano, a vacina foi liberada pela agência regulamentadora européia, Emea (European Medicines Agency) e, em julho passado foi a Anvisa quem liberou o uso da substância no Brasil.
Segundo a agência européia, remédio infantil pode reduzir o efeito da vacina, porém, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirma que a nova substância é mais adequada ao Brasil.
O fato de a Synflorix não ser aprovada pela FDA, não impede sua comercialização fora dos EUA, contudo, a agência norte americana é referência mundial. O presidente do Deparmento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eitan Berezin, considera o FDA mais rigoroso e sua aprovação não é fundamental, porém, diz que é importante.
A Synflorix é novidade no setor farmacêutico, a droga protege contra dez sorotipos do pneumococo, previne doenças como a pneumonia invasiva, meningite pneumocócica, infecção generalizada e otitte média aguda. Atualmente, no Brasil, a imunização infantil contra essa bactéria é feita com a vacina Prevenar 7-valente, e o SUS só a disponibiliza para crianças com quadro clínico diferenciado (HIV, câncer, asma, problemas renais, etc). Já nas clínicas particulares a dose pode ser aplicada por cerca de R$ 260.
O primeiro país a incluir a nova vacina em sua política nacional de saúde pública foi o Brasil. Existe um acordo entre o laboratório fabricante da vacina e o Ministério da Saúde, que prevê a transferência de tecnologia para a Fiocruz que, até 2017, produzirá a vacina integralmente, na unidade Bio-Manguinhos.
Fonte: Isaude.net
Segunda semana de março está chegando nos postos de saúde Campo Grande, Ms
quinta-feira, 11 de março de 2010
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